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“Menopausa masculina” também atinge jovens; médico aponta cinco sinais para reconhecer o problema

 

A queda na produção de testosterona pode alterar a composição corporal e ser fator desencadeante para a depressão

Diminuição de energia e vitalidade, dificuldade de ereção, fadiga intensa. Esses são alguns dos sintomas mais comuns da andropausa, também conhecida como “menopausa masculina”. A condição é caracterizada pela queda na produção de testosterona, hormônio masculino produzido, principalmente, nos testículos. 

O transtorno costuma aparecer entre as idades de 45 a 55 anos, devido a diminuição da produção do hormônio a medida em que o homem envelhece. Porém, outras condições como a obesidade, diabetes mellitus e síndrome metabólica podem ser fatores desencadeantes do problema. “Há ainda as causas externas, como altos níveis de estresse, sedentarismo, tabagismo e alterações do sono”, explica Dr. Lucas Costa Felicíssimo, médico da Medicina Integrativa.

Segundo a Medical News Today, devido a esses fatores, homens jovens também podem ser acometidos pela deficiência, que pode gerar uma série de complicações como maior propensão a doenças cardíacas e enfraquecimento ósseo. Quando existe uma causa aparente, como a obesidade, muitas vezes a deficiência de testosterona pode ser revertida sem a necessidade de reposição hormonal, tratando-se a causa base com mudança de hábitos e algumas vezes associando tratamento medicamentoso.

Segundo o Dr. Lucas Costa Felicíssimo, para a formação desse hormônio, uma das matérias-primas é a gordura boa encontrada, por exemplo, no peixe e no azeite. Além disso, estudos científicos apontam que alimentos ricos em zinco, vitamina A e vitamina D estimulam a produção de testosterona. “Manter uma boa noite de sono, fazer atividades físicas e ter controle de peso são medidas fundamentais”, aponta.

Existe substâncias fitoterápicas que podem amenizar os sintomas da deficiência de testosterona. Já a opção pela reposição hormonal deve ser tomada em conjunto com o médico. Quando feita sem prescrição e em dosagens erradas, há riscos de aumento do hematócrito, ampliando o risco de formação de coágulos sanguíneos e embolia pulmonar.

Além de melhorar os aspectos funcionais e sexuais, a reposição ajuda na prevenção da osteoporose e no controle de fatores de risco como hipertensão, obesidade e diabetes. O tratamento só não é recomendado para quem possui câncer de mama ou próstata ativos, assim como insuficiência cardíaca e apneia do sono descompensados, alerta Dr. Lucas Costa Felicíssimo.

Aprenda a reconhecer os sinais

Baixo interesse sexual — Um dos sintomas mais comuns ao problema é a perda de interesse sexual. O homem pode perceber essa mudança, por exemplo, na ausência de ereções matinais.

Baixo crescimento de pelos — O baixo nível de testosterona pode acarretar a diminuição de pêlos nas axilas, virilha, braços, pernas e face, já que o crescimento destes está diretamente ligado aos índices de testosterona.

Acúmulo de gordura corporal — A testosterona está ligada a formação da massa muscular e queima de gordura. Quando os níveis estão baixos, o homem tende a ganhar peso, em especial na região do abdômen.

Cansaço excessivo — Relacionado a energia e a disposição, a baixa na testosterona causa falta de disposição, que aparece em conjunto com os outros sintomas listados.

Alteração na concentração e no humor — O hormônio também atua na cognição e concentração, assim como sua baixa produção está relacionada com aumento de casos de depressão. Ao sentir dificuldade de assimilação e alterações de humor, é preciso ficar alerta.

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