Header Ads

Últimas

Linguistas internacionais elegem as expressões mais "bafônicas" do Pajubá




No Dia do Orgulho Gay, que acontece no Brasil em 28 de junho, 150 linguistas internacionais da Babbel – o aplicativo de idiomas líder na Europa – elegeram as expressões do Pajubá mais bafônicas. Para isso, Vitor Shereiber, brasileiro e Gerente de Projetos Didáticos na sede da Babbel, em Berlim, traduziu e contextualizou dezenas de termos e expressões para que linguistas americanos, britânicos, espanhóis, italianos, franceses, alemães, entre outras nacionalidades pudessem eleger as mais criativas.

Formado em Letras Português/Alemão pela UNESP, Shereiber também é fluente em inglês, francês e italiano. Ele comenta: “algumas línguas, como o turco e o indonésio, por exemplo, também possuem linguagens queer, mas a genialidade e o humor contidos no Pajubá são muito particulares.”.

Confira o ranking:

Fazer a egípcia (to play the egyptian) Virar o rosto de uma maneira esnobe com o intuito de ignorar alguém.

Bater cabelo (to bang the hair) Arrasar na pista de dança. Nos anos 1990/2000, dançar jogando o cabelo fervorosamente era um dos movimentos preferidos das drag queens nos palcos e nas festas.

Queria estar morta (I wish I was dead) Originalmente uma citação da cantora Lana del Rey. No Pajubá, a expressão é usada para descrever uma sensação momentânea de desânimo, cansaço ou tédio.

Fazer a louca (to play the crazy one) Ignorar consequências óbvias deliberadamente. Frequentemente usada com o sentido de "não tente me enganar" (não faça a louca). É importante notar que, apesar de ser usado principalmente por homens gays, o adjetivo se mantém no feminino.

Fada sensata (reasonable fairy) Quem mostra coerência/ lucidez em seus argumentos.

Bofe escândalo (scandal guy) Homem extremamente atraente.

Barbie/ Susy Barbie é um homem gay e musculoso. Susy é sua contraparte "mais barata", que precisa malhar mais para chegar ao nível Barbie.

Fazer a Kátia Cega (to play Katia The Blind) Referência a uma cantora brasileira que ficou famosa nos anos 1980. A expressão significa agir como se não estivesse vendo algo, ignorando alguém ou algum acontecimento como se fosse cego.

Fazer a Angélica (to play Angélica) Significa pegar um táxi. A expressão é uma referência a uma cantora e apresentadora de TV. Ela ficou famosa nos anos 1980 cantando uma versão brasileira da canção francesa Joe le taxi.

Fechar/ lacrar (to close/ to seal) Fazer uma apresentação de tirar o fôlego, seja em um contexto artístico, social ou profissional. A expressão completa "fechar o tempo" significa "uma tempestade que está chegando". Mais tarde, o termo “lacrar” começou a ser usado no mesmo sentido.

Por falar em "Pajubá", não podemos deixar de fora um vídeo que se tornou ícone quando se fala do assunto. Em "GLOSSário" o coletivo "As Travestidas" explica de forma didática esses e outros termos do meio LGBTQ. O vídeo foi o ganhador do prêmio "Show do Gongo" de 201, tanto que logo em seguida ganhou uma segunda edição.




Nenhum comentário