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O "Movimento Ex-Gays do Brasil" e o risco aos jovens LGBTQ+

Damares Alves e os integrantes do "Movimento Ex-Gays do Brasil'


Era agosto de 2019 e a atual Ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves recebia os integrantes do "Movimento Ex-Gays do Brasil", hoje com cerca de 600 integrantes, o grupo reúne pessoas que afirmam ter deixado de se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo. É possível? Segundo eles sim!

Em matéria publicada pelo Gazeta do Povo, a líder do movimento, Miriam Fróes, comenta sobre as ideias do grupo que não compactua com a ideologia da "cura gay", mesmo apoiando médicos e psicólogos adeptos e defensores da prática. 

"No movimento não se fala em cura. Queremos, inclusive, nos desassociar desta relação com a cura gay, que é uma batalha justa e louvável dos psicólogos, mas não é a nossa causa. Nossa premissa é a conversão ao Evangelho em Cristo [...] homossexualidade é pecado. Temos o conceito cristão que temos que buscar viver longe dos pecados, todos eles. Os pecadores se arrependem e desejam não mais pecar. Usam a espiritualidade para controlar impulsos", afirma Mirim, que se relacionou com mulheres dos 13 aos 33 anos.

A relação entre sexualidade e religião segue como uma linha tênue e perigosa, segundo estudo da Universidade de Columbia, entre jovens de 13 a 17 anos, a probabilidade de um jovem homossexual cometer suicídio é cinco vezes maior do que um jovem hétero. O ambiente em que ele vive e a relação com a família, influenciam diretamente, onde ambientes conservadores e opressores, aumentam a probabilidade desse jovem recorrer ao suicídio. 

Ao mesmo tempo que o "Movimento Ex-Gays do Brasil" levanta sua bandeira e aponta a homossexualidade como um pecado, jovens por todo o mundo, desistem de viver por não conseguir conviver com seus desejos e a premissa de serem pecadores, impuros ou condenados ao inferno. Não suportando mais a luta contra seus desejos além da rejeição da família e sociedade, optam por tirar a própria vida. 

De um lado do movimento LGBTQ+ abraça esse jovem para quebrar essa ideia do pecado gay e assim permitir que ele viva, se aceite e seja feliz. É assustador ver despontar movimentos contrários, que só reforçam essa ideia e que forçam gays, lésbicas e transsexuais a viverem contra sua sexualidade. Tirar das pessoas o direito de viver sendo o que realmente são, é um crime, um desrespeito e fere o principio cristão do amor e de aceitação. Aos "ex-gays" do Brasil, só desejo que um dia sejam felizes e plenos, e que não tirem isso de mais ninguém. 

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