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Censura: Bolsonaro veta produções audiovisuais de temática LGBT



Em sua live semanal que foi ao ar nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro, reforçou sua postura homofóbica, ao vetar filmes e séries aprovadas para captar recursos por meio dos editais da Agência Nacional do Cinema (Ancine). "Fomos garimpar na Ancine filmes que já estavam prontos para serem divulgados", disse ele. 

As produções, todas de temática LGBT, supostamente, foram aprovadas pela lei governamental e iriam receber fundos do governo para sua produção, lançamento e distribuição, mas após a "garimpa" feita pela presidente, os filmes não terão mais apoio da Ancine.

Na live, Bolsonaro citou as obras, entre elas está o curta-metragem universitário "Afronte", de Marcus Azevedo e Bruno Victor, um drama sobre a realidade vivida por negros e homossexuais do Distrito Federal. Outra produção citada foi "Religare queer", série sobre uma "ex-freira lésbica" e "Transversais", do alagoano, Émerson Maranhão. "Olhem o nome do filme, 'Transversais', que fala sobre transgêneros que moram no Ceará, conseguimos abortar essa questão aqui", disparou Bolsonaro.

Bolsonaro criticou a atual diretoria da Ancine e afirmou que se não tivesse mandato, "Já teria degolado todos". Hoje os diretores da agência, cumprem mandatos de quatro anos. Segundo matéria do O GLOBO, o atual diretor-presidente do órgão,  Christian de Castro, e a ANCINE, preferiram não comentar o episódio. Bolsonaro estuda a possibilidade de mudar a sede do órgão do Rio de Janeiro para Brasília. Em julho, o presidente ameaçou extinguir a agência.