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No dia do orgulho LGBT, fisiculturista trans faz campanha contra homofobia

Atleta fisiculturista e transexual Juliano Ferreira


Comemorado no dia 25 de março, o Dia Nacional do Orgulho LGBT serviu de inspiração para o Fisiculturista Juliano Ferreira, também conhecido como Júh Asth. O atleta transsexual usou a sua conta no instagram (@julianoferreira_ifbb) para fazer uma campanha contra a homofobia e todos os outros tipos de discriminação.

Em suas postagens, num primeiro momento, Juliano apareceu com o rosto cheio de hematomas e sangrando. Após milhares de comentários e ligações preocupadas, surgiu uma nova foto desta vez com os seguintes questionamentos: “E se fosse com você? Até quando iremos viver a sombra do medo? Independente do que você seja, homens, mulheres, negros, homossexuais, transsexuais, vivemos apenas por um propósito: SER FELIZ”.

As publicações movimentaram os internautas que se identificaram com a causa e deixaram depoimentos. “Apanhei muito. Tiraram sangue de mim várias vezes.”, disse um seguidor, enquanto outra indignada questionou: “Até quando? Não podemos nos calar nos trancar. Temos que ser maior do que isso”. Já uma terceira seguidora o parabenizou pela atitude, “Seria bom se fosse uma brincadeirinha, mas todos os dias pessoas são violentadas física e psicologicamente, da forma mais cruel. Parabéns pela representatividade!”, disse.




O apelo da campanha, idealizada pelo Maku-Up Artistic Michel Sampaio, vai de encontro a resultados alarmantes de pesquisas que mostram que o Brasil registra uma morte por homofobia a cada 16 horas. Os dados foram tabulados por Julio Pinheiro Cardia, ex-coordenador da Diretoria de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos. E revelam que 8.027 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil entre 1963 e 2018 em razão de orientação sexual ou identidade de gênero.

“Estamos todos propícios a isso, independente do que você seja. E foi Surreal essa experiência! Eu fico imaginando o tamanho do trauma das pessoas que vivem ou viveram isso. No quanto elas se ausentam e até se anulam de suas próprias vidas por causa disso. Foi uma sensação de medo inenarrável, ter atuado desta forma. Espero que cada mensagem, tanto da fantasia, quanto do real, surta algum efeito no país que a gente vive, e que as pessoas se abracem mais transformando o seu pensamento. Que haja mais respeito e amor ao próximo. Somos todos iguais!”, explicou Juliano sobre a ação.