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O papa não é pop: Francisco e suas controvérsias sobre a comunidade LGBT+



‘Deus te fez assim e te ama’, a declaração do papa Francisco para o chileno Juan Carlos Cruz, estampou dezenas de sites ao redor do mundo. Juan que é gay, foi vítima de um padre pedófilo e teve uma reunião na semana passada com o líder da Igreja Católica, onde relatou os episódios de violência sexual.

"O Papa me disse: 'Juan Carlos, que você é gay não importa. Deus te fez assim e te ama assim, e eu não me importo. O Papa te ama assim. Você precisa estar feliz com quem você é", contou Cruz ao jornal.

A mídia logo classificou a declaração de Francisco como um dos maiores avanços da história, na relação entre a igreja e a comunidade gay. Se por uma lado, grupos LGBT's comemoraram, não durou muito tempo até Francisco, mais uma vez, se contradizer em seus discursos inclusivos.

Na última segunda-feira, 21, o papa participou da Conferência dos Bispos Italianos, durante a reunião, Francisco recomendou aos bispos que não aceitem seminaristas gays: "Fiquem de olho nas admissões aos seminários, fiquem atentos — alertou, segundo o jornal “La Stampa”. — Em caso de dúvida, é melhor não deixá-los entrar".



Tido com um dos papas mais populares e carismáticos da história, Francisco tem sido um retrato da controvérsia do cristianismo em relação aos gays, lésbicas e demais minorias do grupo LGBT+. Com base em textos escritos a mais de dois mil anos, a igreja insiste em julgar e condenar, já o papa apesar de sua visível narrativa branda, prossegue falando em amor e aceitação nas vias públicas, mas em reuniões fechadas destila a exclusão aos homossexuais, que vale ressaltar, seguem condenados ao inferno, segundo a teologia cristã.

Francisco tem vestido roupas de marionete, onde publicamente força uma oratória de amor aos gays, mas desde que estejam longes da igreja e de seus seminários. Esse amor ocasional e oportunista, tem sido o trampolim para alavancar a imagem afetuosa e acolhedora que a igreja perdeu desde a morte de João Paulo II, talvez numa tentativa de arrebanhar seguidores.

Tido como o "representante de Deus na terra", Francisco, aparentemente se enrolou em seus próprios discursos, e aos olhos e ouvidos mais atentos, o religioso, que tinha conquistado a estima de parte da comunidade LGBT+, volta ao patamar da intolerância e orgulho religioso; comportamento comum entre os escribas/ fariseus, tão criticados pelo próprio Jesus Cristo, o mesmo que o papa diz representar.