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Polêmica: Grindr compartilhou status de HIV de usuários com empresas



Mais uma polêmica envolvendo o aplicativo de relacionamento entre homens, mais famoso da web, a ONG norueguesa SINTEF, fez uma denúncia onde acusa o Grindr de compartilhar dados como o status HIV dos usuários, GPS, telefone e e-mail, para duas companhias contratadas para monitorar como o programa é usado e desenvolver versões aprimoradas do app.

O SINTEF explicou que com esses dados compartilhados é possível identificar os usuários, e aí está o problema: "O status de HIV estava ligado a todo resto, esse é o principal problema", informou a organização ao site BuzzFeed.

O Grindr comentou sobre a polêmica e confirmou o compartilhamento dos dados com as empresas Apptimize e Localytics, a explicação foi de que esse tipo de política é comum na indústria dos aplicativos para lançar novas funções e resolução de bugs nos app's. "Qualquer informação que fornecemos a nossos parceiros de software, inclusive o status de HIV, é criptografada, e em nenhum momento compartilhamos dados sensíveis como o status de HIV com anunciantes", disse a empresa em comunicado enviado a BBC.

Não foi esclarecido se dados de usuários brasileiros também foram compartilhados, mas segundo o Grindr, após essa polêmica, a empresa disse ter parado essa prática. "Quando o teste foi completado, qualquer informação relacionada ao status de HIV foi removido da Apptimized e estamos discutindo sua remoção da Localytics", disse a companhia, que está testando uma função que alerta os usuários para fazer o exame de HIV a cada seis meses.



Processo

Cem países ao redor do mundo, já possuem uma legislação de proteção aos dados dos usuários, o que não é o caso do Brasil. Na maiorias dos casos, dados relacionados a posições políticas, ideológicas e de intimidade recebem maior proteção. 

O Noruega está na lista dos países com essa legislação de proteção, o que levou o Conselho do Consumidos norueguês a abrir um processo contra o Grindr. por violação de privacidade contra a empresa por conta do compartilhamento dessas informações, alegando que a lei europeia exigiria uma permissão em separado para que os dados fossem enviados para terceiros. 

Segundo o conselho, mencionar o compartilhamento dados nos termos de uso do aplicativo não é suficiente.