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Ataque de skinheads em Fortaleza assusta comunidade LGBT


"Hoje fui atacado por um grupo de carecas na Gentilândia. Eram uns seis caras, me cercaram e começaram a me socar. Enquanto eles me batiam, eu só ouvi algo relacionado a eu ser um viadinho e um preto imundo", o relato foi publicado pelo estudante universitário que preferiu manter a identidade em sigilo, o ataque aconteceu na noite da última quinta-feira, 18, e assustou universitários, negros e LGBT's que moram e estudam no bairro onde o crime teria acontecido.



No mesmo dia, várias publicações de outros internautas apontavam a presença de um grupo de jovens de cabeça raspada e vestidos de preto circulando na região do Benfica, em Fortaleza. Logo o bando foi apontado como de skinheads, a nomenclatura é usada para definir o grupo de extrema direita e conservador que em seu histórico acumula agressões a negros, gays, judeus e outras minorias. 

Em contato com o 11° Distrito da Policia, que atende a região onde houve a agressão, fui informado de que até o momento nenhum boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso.

AGRESSORES IDENTIFICADOS?

No Facebook circulam imagens de supostos agressores, internautas apontam que seriam integrantes do "Carecas do Brasil CE". Na página oficial do grupo, eles se definem como nacionalistas que não toleram "comportamentos" homossexuais.

Em dezembro de 2017 o grupo publicou imagens de uma "panfletagem" nas ruas de Fortaleza, na foto alguns cartazes foram espalhados pela cidade, um deles com o seguinte dizer: "CARECAS NA ATIVA. O INFERNO VOLTOU!"