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Perseguida na ditadura, Thina Rodrigues ministra curso para PM's

Thina Rodrigues foi convidada a ministrar um curso de direitos humanos de LGBT's para policiais militares do Ceará / Foto: Divulgação


Presidenta da Associação de Travestis do Ceará - ATRAC, Thina Rodrigues é uma das vozes mais atuantes na militância LGBT do Ceará. Aos 56 anos ela se tornou ícone na luta pela igualdade de direitos e respeito as travestis e transexuais.

Perseguida durante a ditadura militar, Thina foi convidada a ministrar um curso de direitos humanos de LGBT's no Ceará para um grupo de policiais militares. Na quarta-feira, 06, ela levou ao militares um pouco da história e seus testemunhos das mudanças políticas, além da perseguição sofrida durante a ditadura. Na pauta Thina falou sobre a importância do respeito e da forma como os PM's abordam as travestis e transexuais nas ruas. "Os novos policiais não sabem o que passamos, então temos que dizer que direitos humanos não é só para marginal, como dizem, mas para toda pessoa humana", afirma.

Em entrevista ao site NLUCOM ela contou como foi o curso, veja alguns trechos:

É a segunda vez que participo da capacitação ao lado de uma equipe, pois aqui em Fortaleza há uma lei que aprimora a academia de polícia com oficinas sobre direitos humanos. Falei sobre a abordagem policial, a importância do respeito à identidade de gênero. Como aqueles policiais são novos, eles não sabem o que passamos. Falei um pouco sobre minha vida como sobrevivente da ditadura. Falei que muitas de nós éramos presas só por sermos travestis, que precisávamos nos cortar para sermos ouvidas e que muitas eram assassinadas e os casos subnotificados como "homem vestido de mulher". Expliquei que o motivo da travesti e da transexual não estar na família, não estar escola e não procurar a saúde é porque as pessoas não nos respeitam. Expliquei que direitos humanos não é só para marginal, como dizem, mas para toda a pessoa humana.

A entrevista completa você confere no site NLUCOM.