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72% dos brasileiros já fizeram comentários preconceituosos, afirma pesquisa feita pela SKOL



Pesquisa inédita realizada junto ao IBOPE faz retrato do comportamento brasileiro em relação a quatro tipos de preconceito; machismo é o mais praticado e homofobia tem o maior índice de preconceito declarado

Uma pesquisa inédita contratada pela cerveja SKOL junto ao IBOPE Inteligência aponta que os comentários "quadrados", mesmo que feitos sem perceber, continuam sendo reproduzidos diariamente pelos brasileiros, embora apenas 17% dos entrevistados se reconheçam preconceituosos. O propósito de SKOL é mostrar como o preconceito ainda está presente no cotidiano do país.

Dados do estudo, realizado em todas as regiões do País, mostram que, embora 83% dos entrevistados se declarem não preconceituosos, 72% já fizeram algum comentário ofensivo. Ou seja, sete a cada 10 brasileiros já disseram alguma frase quadrada.

A pesquisa se baseou em quatro tipos de preconceito mascarados por frases usuais: machismo, LGBTFOBIA, estético e racial. Além de perguntas diretas sobre como cada indivíduo se enxerga, as pessoas foram questionadas se já ouviram ou disseram determinadas frases, como “Mulher tem que se dar ao respeito”, “Pode ser gay, mas não precisa beijar em público”, “Não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro”, “Ele (a) é bonito, mas é gordinho (a) ”, entre outras.


Constatou-se que todas as formas de preconceitos estão presentes no cotidiano do brasileiro, sendo praticado ou apenas presenciado. O machismo está presente no cotidiano de 99% dos brasileiros ouvidos. 61% já pronunciaram algum comentário machista, mesmo que alguns não reconheçam o preconceito. A LGBTFOBIA foi citada como o principal preconceito entre os brasileiros que se declararam preconceituosos, com índice de 29%.

Embora 45% dos brasileiros consigam perceber o preconceito em frases ditas ou ouvidas em seu convívio, metade destas pessoas diz não reagir ao ouvir um comentário preconceituoso. Quando existe reação, as mulheres são maioria e correspondem a 60%. Já os homens detectam menos comentários preconceituosos: 57%.

Segundo Ricardo Sales, pesquisador em diversidade na USP, o preconceito está naturalizado na sociedade brasileira, ”A pesquisa alerta para a necessidade de falar mais sobre o assunto e refletir sobre atitudes que impedem o respeito e a conexão entre as pessoas no dia a dia", comenta.

Os tipos de preconceito também ficam mais evidentes de acordo com a região. Enquanto as frases que correspondem ao preconceito racial são mais ditas no Sul, com 49%, no Norte e Centro-Oeste o machismo é mais forte, com 67% de frases ligadas ao tema sendo reproduzidas.

A pesquisa SKOL DIÁLOGOS foi feita entre os dias 21 de 26 de setembro, a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, elaborada com as bases mais atualizadas do censo e PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE. Foram ouvidas 2002 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja alguns dos resultados da pesquisa: