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Após 115 assassinatos a travestis, caso Dandara pode ser o primeiro a ser julgado no país



Já se passarem seis meses da morte brutal de Dandara dos Santos, 42 anos. Assassinada, espancada e arrastada, o caso chocou o país pela crueldade. Um vídeo registrando toda a agressão foi feito pelos assassinos e divulgado nas redes sociais. Dos 115 casos de assassinatos de travestis e transexuais no Brasil em 2017, esse poderá ser o primeiro a ir em julgamento.

Cinco dos oito adultos que participaram do crime foram interrogados no último dia 04 de setembro, caso a defesa não apresente alegações, a juíza poderá manifestar sua decisão favorável ao julgamento pelo tribunal do juri, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2018.



"Eu asseguro, com 100% de certeza, que todos os acusados serão submetidos a julgamento. As provas que o Ministério Público (MP) tem nos autos nos faz ter essa convicção. E adianto, assim que acabar essa segunda audiência, no máximo em 24 horas, o MP apresentará a sua alegação final. Pois já estamos trabalhando nisso", afirmou o promotor de justiça, Marcus Renan Palácio, em entrevista ao G1.

Caso a juíza aceite a qualificação dos crimes como: motivo fútil, motivo torpe, recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, tortura e crueldade; a pena de cada um dos assassinos pode chegar a até 30 anos, caso contrário eles seriam punidos com no máximo de 6 a 20 anos de prisão.