Pastor da Assembléia de Deus é preso por assassinar o namorado

Pastor Edilson Turano, assassinou o companheiro em 97 com golpes de faca. A Igreja negou qualquer ligação com ele, fato desmentido por internautas.


O crime aconteceu em janeiro de 1997, mas só agora, no último dia 15 de fevereiro, o Pastor da Assembléia de Deus, Edilson Turano foi preso. Acusado de homicídio qualificado pela Justiça de São Paulo e foragido desde 2012, ele foi localizado na avenida Getúlio Vargas, em Joinville (SC).

Segundo a Justiça de São Paulo, o crime aconteceu em São Vicente, no Litoral Paulista, na casa onde o pastor vivia com o companheiro Marco Antônio Gomes. Na época Edilson alegou legítima defesa, tese que foi rejeitada pela justiça: "Aproveitando-se da embriaguez da vítima e com emprego de meio cruel e surpresa, desferiu um golpe com uma garrafa na cabeça e na sequência desferiu vários golpes de faca contra Marcos Antonio Gomes, causando-lhe ferimentos na cabeça, tórax, abdômen, região dorsolombar e membros superiores”, consta nos registro da justiça de São Paulo.

No ato da prisão Edilson apresentou carteira de identidade, CPF e título de eleitor de seu irmão, Carlos Roberto Turato, já falecido.

NOTA DA ASSEMBLÉIA DE DEUS


Em nota, a Igreja Assembleia de Deus nega que Edilson seja pastor da igreja evangélica, afirmando que ele “apenas frequentava o local”: “Diante do fato do envolvimento do nome da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Joinville, quando da prisão do Sr Edilson Turato, dizendo ser pastor da mesma, queremos esclarecer que: O Sr Edilson Turato não é membro e nem tem vínculo nenhum com a IEADJO.”

A não vinculação de Edilson a Assembléia de Deus é uma forma de evitar um escandalo maior, tendo em vista que a denominação protestante condena a homossexualidade. Na internet a informação foi desmentida. Internautas encontraram fotos e vídeos que comprovam a ligação do pastor assassino com a igreja.