“Malafaia apoiaria Bolsonaro para a presidência”, afirma deputado

Bolsonaro já estaria se articulando para ter o apoio de Malafaia em sua candidatura a presidência do Brasil


Durante entrevista neste domingo ao jornal Extra, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ) falou sobre o surgimento de uma “aliança” de extrema direita que poderá aumentar a força da Bancada Evangélica em Brasília [medo, muito medo].

Essa aliança poderá resultar no apoio a Jair Bolsonaro na corrida presidencial. Apesar de não se declarar evangélico, Bolsonaro frequenta igrejas e seu casamento foi celebrado por Silas Malafaia. Sua esposa, Michelle, é membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo:“a simpatia do Pastor Silas é por uma candidatura mais ligada à direita ou de centro-direita. Ele apoiaria Bolsonaro.” afirma Sóstenes.

Com a eleição de Marcelo Crivella (PRB) como prefeito do Rio de Janeiro, uma reaproximação de Silas Malafaia (Assembléia de Deus) com o grupo político de Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus) estaria dando seus primeiros passos. O DEM conta ainda com o apoio de Marcos Soares, filho de R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, e Francisco Floriano, da Igreja Mundial, do Apóstolo Valdemiro.

Segundo Cavalcante, que preside o DEM no estado do Rio de Janeiro, eles representam um número de peso no segmento evangélico, o que garante uma parcela considerável de votos em qualquer eleição: “Representamos 70% do segmento evangélico. Isso daria 20% a 25% dos eleitores, algo a ser considerado para qualquer tipo de eleição”, assegura. 

FARINHA DO MESMO SACO

Malafaia e Bolsonaro partilham de ideias semelhantes no que se trata de visões políticas de extrema direita conservadora, ambos são contra as políticas LGBT's propostas pelas militâncias e representantes das minorias em Brasília.

Racismo, homofobia e misoginia, são algumas das acusações que o político e o líder religioso respondem. Recentemente Malafaia foi alvo de condução coercitiva por suspeita de lavagem de dinheiro, já Bolsonaro foi destaque em julho após se tornar réu pelo crime de incitação ao estupro.