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Casal gay recebe carta homofóbica exigindo que saiam do condomínio, leia na íntegra

Ao procurar a delegacia o casal foi informado que não poderiam abrir um boletim de ocorrência para investigar o caso de racismo e homofobia


Lembro do dizer que o fato de você ser gay já é o suficiente para incomodar e foi exatamente isso que aconteceu com o professor de Português Júnior Santos, de 24 anos, e seu namorado, o servidor federal Maycon Aguiar, de 23. Eles se mudaram em dezembro para um condomínio em Vicente de Carvalho, no Rio de Janeiro, o que não esperavam é que a vizinhança seria tão homofóbica.

Na última sexta-feira, 20, uma carta de duas páginas com dizeres racistas e homofóbicos foi colocada na janela dos rapazes. Júnior contou o EXTRA sobre o episódio: "Estava fora da cidade, visitando minha mãe. Daí o Maycon me ligou contando o que tinha acontecido, tirou foto da carta e me enviou. Ficamos muito abalados, choramos muito. Estamos em 2017, pago minhas contas e é inadmissível passar por isso dentro da minha casa" afirma o professor.

A carta cita trechos bíblicos e afirma que a homossexualidade é uma conduta "errônea" e "aberrativa". As ofensas continuam: “Gente de cor e ainda por cima afeminada não está no nível dos que moram aqui, por favor, se retirem”, diz a publicação.

O casal não faz ideia de quem teria feito a carta, ao procurar a delegacia foram informados que não é possível abrir um boletim de ocorrência, já que a carta não foi assinada e não cita nome de ninguém. 
"Já buscamos acompanhamento jurídico e vamos até o fim. Racismo é crime e, por mais que homofobia não seja configurado juridicamente como crime, quero identificar o autor e incriminá-lo por injúria. Não posso temer pela minha integridade. Respeito todas as religiões e sempre espero que me respeitem também" alega Júnior.

O casal solicitou as imagens das câmeras ao condomínio, mas a reposta foi que esse material só seria entregue a polícia caso ela solicitasse. 

Veja a carta na íntegra: