Advogada diz ter provas de que o assassinato de Itaberli foi homofobia

Itaberli Lozano foi assassinado de forma brutal, a mãe confessou a autoria do crime


A advogada Carolina Aram, membro da Comissão da Diversidade Sexual OAB-SP, garantiu ter provas de que o adolescente Itaberli Lozano foi assassinado porque era homossexual assumido. O delegado responsável pela investigação, descartou a possibilidade de crime motivado por homofobia.

A advogada contou ao site G1, que recebeu áudios e fotos que comprovam, o material foi entregue por pessoas próximas de Itaberli:  “O promotor conversou com a gente e disse que o conhecimento dele é de que foi motivado esse homicídio por homofobia. É um homicídio qualificado, hediondo e a motivação dele foi homofóbica”, disse a advogada.

“O conteúdo dos áudios mostra que o Itaberli sofria agressão homofóbica já há alguns anos desde que assumiu sua identidade e começou a andar pela cidade assumindo sua identidade de gênero, assumindo sua homossexualidade e começou a ser agredido. Então, os vizinhos, os amigos, nos procuraram dizendo sim, que esse crime, esse homicídio horroroso, foi motivado pelo preconceito dele ser gay”, explicou.



O Crime:

No dia 7 de janeiro o corpo de Itaberli Lozano foi encontrado carbonizado numa rodovia perto de Cravinhos, interior de São Paulo. O jovem de 17 anos foi morto em uma emboscada dento da própria casa, a mãe Tatiana Lozano Pereira, confessou ter matado o filho a facadas, o crime envolveu ainda mais três pessoas que agrediram o jovem até ele ficar desacordado, segundo a mãe do jovem. O padastro de Itaberli confessou ter participado da incineração do corpo.