Nos EUA, homem mata o filho por ser gay e pode pegar prisão perpétua

Amir, 29, foi morto a tiros pelo próprio pai, Shehada, 69 anos


Via: GAY1

Um homem de Los Angeles (Califórnia) foi formalmente acusado pela Justiça por matar seu filho por ele ser gay, afirma a promotoria. Ele já havia feito várias ameaças contra o filho antes de baleá-lo, dizem os promotores.

Amir Issa, 29 anos, foi encontrado morto do lado de fora da casa da família na quinta-feira. Enquanto a promotoria acusou o pai, Shehada Issa, 69 anos, da morte como um crime de ódio, a polícia ainda está investigando a morte da mãe, Rabihah Issa, 68 anos, que foi encontrada morta repetidamente esfaqueada dentro da casa.

Shehada Issa disse a polícia que matou o filho em auto defesa após descobrir o corpo da mulher em casa. Amir o teria ameaçado com uma faca, mas essa arma não foi encontrada.

"Ele diz que o filho estava armado com uma faca, mas não havia faca nenhuma no local. É uma tragédia horrível", disse o detetive John Doerbecker à imprensa local.

Segundo a promotoria, "o assassinado (do filho) foi cometido devido a oriental sexual da vítima e como o acusado percebia esse 'status', assim como a associação do filho com outros homossexuais". Amir foi morto com tiros de escopeta no abdômen e no rosto.

Vizinhos dizem que a família tinha problemas há tempos, e que a polícia teria feito repetidas visitas ao local. Um dos vizinhos, Francisco Gonzalez Jr., disse que o pai havia lhe dito, sobre o filho, que "Drogas bagunçam a sua vida. Meu filho tinha uma vida ótima, eí se drogou e tudo foi embora".

Já Joel Munoz, outro vizinho, diz que Shehada teria descrito os problemas do filho com drogas e o que chamou de "doença mental". Shehada está preso sem fiança, e, se condenado, pode pegar prisão perpétua.
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.