"Amor & Sexo": Lea T chora ao falar sobre transfobia

Ao falar sobre transfobia a modelo Lea T se emocionou ao relatar como o Brasil é um dos países mais transfóbicos do mundo

Via: N LUCON

O programa “Amor & Sexo”, exibido na noite desse sábado (2) pela TV Globo, resolveu abordar o tema gênero e população trans. E trouxe vários modelos que ultrapassam as amarras de gênero impostas ao nascimento.

A modelo Lea T declarou a autoaceitação foi o que mais demorou para se firmar como mulher transexual. “Eu fui a compreender o que estava comigo aos 23 anos. Então, eu sempre fui a mesma pessoa. O que eu quis mudar foi mudar a caixa da alma”. 

Ao comentar sobre a relação com a família, Lea disse que é abençoada por ser aceita pelos pais. E chorou: “Só neste ano 56 transexuais morreram por violência. Ou seja, é quase uma por dia. Então é normal que você tenha medo de aceitar quem você é”.

A apresentadora cis Fernanda Lima disse que nenhuma pessoa trans escolhe ser trans, e que as pessoas que escondem passam uma vida inteira infelizes, reprimidas e sofrendo outras violências. Lea continuou: “Mas infelizmente o Brasil é o primeiro lugar do mundo em transfobia e de crime contra transexual ou de qualquer pessoa que queira se identificar com o gênero diferente do que nasceu”. 


A modelo Branca, que se define uma mulher trans, declarou que também é aceita pelos mais. Mas reconheceu que esse é um privilégio. “A maioria é expulsa de casa, acabam saindo da escola e indo para a prostituição. Noventa por cento das meninas trans estão na prostituição e esse é um dado assustador”. 

Outros modelos que se definem como gênero fluído, mulher trans andrógina, homem que se monta para trabalhos e até terceiro sexo participaram do programa. Natasha, que tem uma aparência masculina, por exemplo, declarou: “Eu não preciso me definir. Uso roupa masculina porque me sinto mais a vontade”. 

Assista ao programa clicando aqui. 
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.