“John Lennon tinha vontade de transar com homens, mas era muito inibido”, afirma Yoko



Via: LADOBI

John Lennon morreu em 8 de dezembro de 1980. Quase 35 anos depois de sua morte, sua vida pessoal continua despertando tanto interesse quanto seu legado artístico. É o que pode-se conferir na longa entrevista que Yoko Ono, a viúva do ex-Beatle, deu ao site The Daily Beast. Entre perguntas sobre a dor de se perder o marido de maneira tão chocante e sua simpatia pelo movimento LGBT, Ono não se furtou de compartilhar as conversas sobre sexualidade que teve com Lennon, com extrema leveza. Segundo ela, seu marido nunca fez sexo com outros homens, mas bem que gostaria de ter feito.

“Acho que ele tinha vontade, mas era muito inibido”, afirmou ao entrevistador Tim Teeman. “Não, não exatamente inibido. Ele dizia, ‘Eu não me importaria se for com um cara incrivelmente bonito’. Muito difícil: ele teria que ser não apenas atraente fisicamente, mas também muito avançado mentalmente. Não se encontra pessoas assim.”

“No começo do ano em que ele foi assassinado, ele me disse, ‘eu poderia ter transado com outro cara, mas não consigo porque eu nunca encontrei alguém que fosse assim tão bonito’. John e eu apreciávamos muito a boa aparência – você sabe – a beleza.”

Uma das grandes lendas da história dos Beatles é a de que John Lennon teria tido um caso com Brian Epstein, o primeiro e principal empresário da banda. Epstein era gay, mas nunca saiu do armário; sua homossexualidade era conhecida no meio mas não divulgada, vindo a público apenas depois que ele morreu, em 1967. Os dois viajaram sozinhos para Barcelona, ocasião em que teriam se envolvido. O próprio Lennon teria dito que houve algo entre eles: “Bem, o que houve entre nós foi quase um caso amoroso, mas não foi. Nunca se consumou. Mas foi uma relação bastante intensa.”

Ono conta sua versão: “Bem, a história que eu ouvi era muito explícita, e baseado nela eu acho que eles não transaram. Mas eles foram para a Espanha, e quando voltaram, uma porção de repórteres estavam perguntando, ‘vocês transaram, vocês transaram?’. Então ele disse ‘Transei’. Não é incrível? Mas é claro que ele diria isso. Eu tenho certeza que Brian Epstein chegou junto.”

A artista afirma que tem uma conexão grande com o movimento LGBT por também ter sido vítima de muitos preconceitos durante sua vida. “Preconceitos muito pesados por ser asiática, por ser de outra raça, e por ser mulher”, apontou. Ela recentemente recebeu a premiação de Ícone dado pela revista britânica gay Attitude, reconhecendo sua arte e seu ativismo.

Aos 82 anos, ela também comentou sobre si mesma: “acho que minha sexualidade é extremamente antiquada. Eu nunca me relacionei com uma mulher, não sexualmente. Eu e John tivemos uma longa conversa sobre isso, em que dizíamos, basicamente, que todos nós devemos ser bissexuais. E meio que estávamos numa situação de achar que não somos por causa da sociedade. Ou seja, estávamos escondendo esse lado de nós mesmos, o que é menos aceitável. Mas eu não sinto um desejo sexual forte por outra mulher.”

Chegamos ao fim dos preconceitos? “O preconceito acontece de ambas as partes. Eu tenho certeza que os homossexuais acham que os heterossexuais são muito tontos. Provavelmente há maior liberdade quando se é gay, e isso é bom”, considera Ono. “LGBTs deveriam ter igualdade de verdade, e vão conseguir. Igualdade é as pessoas terem que criar o próprio futuro. E é isso que eles estão fazendo. Igualdade perante a lei e igualdade na vida real são coisas um pouco diferentes. As pessoas são diferentes da maneira como a lei pode controlá-las. Temos uma vida muito complexa chamada vida humana. Há mais que igualdade na vida.”
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.