Pais e filhos que dão uma lição de tolerência de gênero



Via: Identidade G

Histórias são uma boa maneira de ensinar tolerância, amor e aceitação para seu filho e a todas as pessoas que você encontrar. Confira algumas

Nathan Bond e Sadie

Sadie, de 6 anos, pinta as unhas do pai, Nathan Bond. Então, Nathan pinta as unhas de Sadie. É algo que eles gostam de fazer juntos.

Bond é artista, professor e pai solteiro. A mãe de Sadie, Elisa Bond, faleceu em 2014, após uma luta de três anos contra um câncer agressivo. O incrível é que Nathan foi diagnosticado com câncer no intestino quase ao mesmo tempo, mas sobreviveu. Essa é uma história impressionante a ser contada em um livro.

Atualmente, Nathan cuida da filha e ostenta as unhas pintadas em seu cotidiano. Sim, ele diz que muitas pessoas lhe questionam: "Você entrou numa banda de rock?". Mas ele tem a resposta na ponta da língua: "Quando ando por aí, olho para minhas unhas e penso na minha filha. É uma forma de levá-la comigo aonde eu for."

As sessões de manicure têm sido uma ótima oportunidade de aprendizagem para pai e filha, que começou a brincar com as unhas do pai aos 2 anos de idade. Agora ela aprendeu como responder a perguntas de outras crianças sobre estereótipos de gênero sexual: "Não há cores para menino ou menina", diz Sadie. 

Algumas pessoas estranham, mas quando percebem o amor entre Sadie e Nathan fica impossível terem qualquer outro sentimento senão alegria.

Cores são apenas cores. Assista ao vídeo com a entrevista de Nathan ao Upworth.


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Thiago Moreira e Arthur


Quando o enteado de quatro anos, que Thiago Moreira chama de filho, chegou em casa cabisbaixo contando que outra criança tinha falado que “ele parecia uma menina” por causa das unhas pintadas, o padrasto não titubeou: pediu para que o menino pintasse as unhas dele, demonstrando apoio à brincadeira do pequeno Arthur. Tal como a criança, Thiago acabou sendo questionado sobre a atitude.

"No trabalho, me perguntavam sobre o esmalte, eu explicava a história e as pessoas entendiam. Só uma pessoa questionou, falando que éramos muitos novos para dar essa liberdade para ele", contou Thiago.

Incomodado com o preconceito, Thiago, que trabalha como recepcionista em uma pousada em Ouro Preto, em Minas Gerais, publicou a história no Facebook. Um dia depois, a publicação já teve mais de 7 mil compartilhamentos com diversas mensagens de apoio. A repercussão da história impressionou e as mensagens de apoio chegam de todos os lados.

"Eu imaginava que daria uma repercussão entre nosso grupo de amigos, mas chegou no Brasil inteiro e nós estamos recebendo muitas mensagens de apoio. É muito bom."

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Mikki Willis e Azai

Em um vídeo que já foi visto mais de três milhões de vezes na internet, Mikki Willis conta a história: “Azai fez aniversário recentemente e ganhou dois presentes iguais. Eu disse então para visitarmos a loja de brinquedos e trocar por um brinquedo que ele ainda não tem. E esse foi o que ele escolheu”,  fala Willis, mostrando uma boneca da princesa Ariel, do filme A Pequena Sereia. 

“Como acha que um pai se sente quando o seu filho te pede para comprar isso?“, continua. A resposta do paizão surpreendeu os internautas. “Eu digo sim! Eu deixo os meus garotos escolherem a vida que eles querem“, comenta. A resposta positiva emocionou muitos internautas, que se inspiraram no exemplo.

Assista:


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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.