Em entrevista, Lima Duarte diz que adoraria viver um personagem gay



Foto: Reprodução/Roberto Teixeira/EGO

Aos 85 anos, Lima Duarte fala sobre interpretar personagem gay.
Em entrevista ao site EGO, Lima Duarte fala sobre temas diversos. Entre eles, o beijo entre Fernanda Montenegro e a Nathália Timberg em ‘Babilônia’ e sua vontade em interpretar um personagem gay. "Eu adoraria!", dispara. Confira trechos:

Uma parcela do público rejeitou o beijo entre a Fernanda Montenegro e a Nathália Timberg em ‘Babilônia’. A sociedade encaretou?Acho que houve estranhamento devido ao peso e à importância das duas. Com os rapazes (em ‘Amor à Vida’) não teve isso. Acho que o povo ficou chocado e se sentiu traído por ter mexido com a Fernanda.

O senhor interpretaria um gay?
(Animado) Eu adoraria! Na verdade, eu já fiz gay em um episódio do 'Você Decide’ e foi muito legal. Era dono de uma revista pornográfica e tinha um amigo cujo apelido era Hidrante (risos)! Era uma atuação discreta, estava no olhar. Em outro possível papel, eu também faria assim: algo mais interior e pesado. Não faria algo afetado.

E o beijo gay? Seria um problema?
Eu dei o primeiro beijo entre homens da TV. Foi no Cláudio Marzo no (programa) TV de Vanguarda, da TV Tupi. Querido Cláudio, outro amigo que se foi... Quando ele morreu, eu me lembrei dos lábios dele (risos). Mas beijo não é só a boca. Quem dá é a alma. E minha alma não beijou ninguém! Só a boca mesmo (risos).

E como foi esse beijo?
Foi na encenação de uma adaptação da peça ‘Um Panorama Visto da Ponte’, de Arthur Müller. Teve um beijo, mas muito bem colocado. Não foram essas bobagens assim, não... Meu personagem era apaixonado pela filha adotiva dele e suspeitava que o noivo dela fosse gay. Aí ele tascou um beijo no rapaz para desmoralizá-lo.
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.