Vencedor do Oscar, Eddie Redmayne vive transexual em novo filme

Ator Eddie Redmayne na pela da transexual Lili Elbe

Via: Público

Eddie Redmayne prepara-se para mais uma transformação nos cinemas. Depois de ter sido o físico britânico Stephen Hawking, portador de esclerose lateral amiotrófica — papel que lhe valeu o Óscar —, o ator vai dar vida à dinamarquesa Lili Elbe, que ficou conhecida como a primeira mulher transgênero. A primeira imagem de Redmayne em "The Danish Girl" foi revelada nesta sexta-feira, 28.

Já se sabia que o próximo grande papel do ator britânico de 33 anos seria o de Lili Elbe mas pouco mais se conhecia até agora. Com a imagem agora divulgada, confirma-se o que se esperava: Redmayne volta a transformar-se para dar vida a uma personagem da vida real. Na imagem divulgada ele surge como uma mulher.

Lili Elbe em 1926
A mulher é Lili Elbe, nascida homem com o nome de Einar Mogens Wegener em Dezembro de 1882. Na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes, ainda homem, Elbe conheceu a artista Gerta Gottlieb por quem se apaixonou e casou em 1904. Começou por se transformar em mulher quando Gottlieb precisava de uma musa para as suas pinturas e aos poucos passou a viver publicamente como mulher que se sentia.

Em 1930, fez uma cirurgia experimental na Alemanha para mudar de sexo, tornando-se na primeira pessoa a submeter-se a uma intervenção do genero. Ao longo de dois anos, Lili Elbe foi operada cinco vezes. No final deste processo, não se sentia mais a mesma pessoa e pediu ao rei da Dinamarca que dissolvesse o seu casamento, pedido concedido em 1930, altura em que conseguia também ver legalizada a sua nova identidade.

Numa entrevista ao The Telegraph no início do ano, o ator que este mês ganhou o Óscar com o seu papel em A Teoria de Tudo definiu o filme de Hooper como “uma extraordinária história de amor”, contando ter-se encontrado com vários transgeneros para melhor se preparar para o trabalho.
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.