Cientistas descobrem em Cuba tipo mais agressivo de HIV



Cientistas de Cuba descobriram no país uma variação do HIV muito mais agressiva do que o normal. Os pacientes infectados desenvolvem aids em até dois anos após o contato com o vírus (o normal é, sem fazer tratamento, desenvolver a doença em cinco ou até dez anos).

Essa estirpe do vírus foi chamada de CRF19 e é uma combinação dos subtipos A, D e G do HIV. O CRF19 já havia sido observado na África, em casos isolados, e não se sabe como ele chegou em Cuba.

“Aqui nós tivemos uma variante do HIV que foi encontrado apenas no grupo que estava progredindo rápidamente”, disse a professora Anne-Mieke Vandamme da Universidade de Leuvan, na Bélgica, que está em Cuba, trabalhando com o departamento de saúde do país latino-americano.

“Focamos nessa variante para tentarmos descobrir o que era diferente. E vimos que era um recombinação de três subtipos diferentes. Outra coisa foi que eles tinham muito mais vírus no sangue do que os outros pacientes. Então, o que nós vimos que a carga viral é maior nesses pacientes”, disse a médica.

Os antirretrovirais funcionam também para esse subtipo de HIV. O problema é que ser diagnosticado logo antes que o vírus ataque os sistema imunológico e cause danos irreversíveis ao paciente.
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.