Sexo, coragem e suor: assistimos "Praia do Futuro" e vamos te contar tudo



Na última quarta-feira, 30 de abril, rolou aqui em Fortaleza uma seção fechada para jornalistas e convidados, do filme "Praia do Futuro" do diretor cearense  Karim Aïnouz. Com certeza esse é um dos filmes gays mais esperados nesse ano, e dia 15 de maio finalmente chega aos cinemas brasileiros.

Claro que já assisti essa delícia e com certeza vou contar algumas coisas importantíssimas que vocês precisam saber. Para quem é pêssega e ainda está boiando, não sabe nada sobre o filme e nem sobre o enredo ~ bicha, clique aqui pelo amor da Gaganás [obrigado].


O filme é esteticamente perfeito, cenas lindas, fotografia linda e trilha sonora bacana. Uma coisa bem pessoal que pude perceber foi um pouco do próprio Karim dentro do filme, com belas imagens e cenas na Praia do Futuro, aqui em Fortaleza, terra de origem dele, e outras cenas gravadas em Berlim, onde ele atualmente vive [eu acho]. A praia no filme é linda, sempre com tons fortes e com uma luz que valorizou bem a paisagem marítima ~ um espetáculo.

O filme visualmente é silencioso, poucas falas, mas muitas imagens que dizem muito por si só. Repito, visualmente o filme é lindo. Outro fator muito bem explorado são os corpos, como o personagem principal se trata de um salva-vidas, o lindo e delicioso Wagner Moura enche nossos olhos quase sempre sem camisa, com seus ombros largos e toda aquela masculinidade aflorada que é algo bem natural dele ~ mas esperem que tem coisa muito mais interessante.

O filme trata de um romance gay, mas um romance maduro, sem "mi mi mis" ou paixonites. Donato (Wagner Moura) vai para Berlim com Konrad (Clemens Schick) e a pedido dele permanece por lá abrindo mão de tudo que tinha em Fortaleza, inclusive da mãe e dos irmãos. O filme tenta mostrar a coragem e ousadia dos personagens, de abrir mão de tudo, no caso de Donato para assumir uma nova identidade, longe do Brasil., tanto que cada um deles se torna meio que um "super herói". O filme é mais sobre isso do que sobre amor. Palmas para Jesuita Barbosa que soube dar o tom certo ao personagem Airton, o irmão de Donato.


Outro ponto forte e assustador é o sexo,a nudez e a intensidade como tudo isso acontece. O filme tem cortes violentos, onde num piscar de olhos dois homens estão conversando no corredor de um hospital e no outro estão dentro de um carro fazendo sexo ~ isso da maneira mais selvagem que se possa imaginar.
A reação da plateia foi de susto, um barulho de surpresa encheu a sala, ninguém esperava aquilo.
Uma jornalista do "Diário do Nordeste" sentada com o marido ao meu lado, parece não ter gostado, 20 minutos depois ela foi embora.

O sexo entre os personagens principais é bem intenso, Donato e Konrad vivem bem esse momento, e fazem isso como dois homens costumam ser na cama, excessivamente fortes e intensos. Nada de carinhos, o sexo entre eles é com uma pegada assustadora, com beijos pesados e uma masculinidade assustadora. Peitos, pernas, bunda e pênis, sim, eu disse pênis, tudo isso é mostrado no filme, inclusive o eterno "Capitão Nascimento" surge assim, nuzinho, pra gente ver.



Enfim, a estética de "Praia do Futuro" é fria, silenciosa, visualmente lindo, e com personagens muito bem construídos, bem divididos e cada um ao seu modo sendo desafiador e corajoso. "Praia do Futuro" a todo momento deixa lacunas que devem ser preenchidas pelos espectador, intermediando entre esses "buracos", corpos de homens nús, cenas de sexo forte e intenso.
Agora é só ir correndo no cinema assistir essa delicia.
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.