Autor cria 3 gays e um g0y em novela para atrair patrocinadores


Há quem acredite que um personagem gay possa espantar patrocínio. Afinal, qualquer trama homossexual — em novela, filme ou peça de teatro — gera polêmica imediata e costuma dividir a opinião do público. Mas um dos maiores novelistas do País não pensa dessa maneira. Aguinaldo Silva acredita que, quanto mais gays, melhor.

Em sua nova novela, Falso Brilhante, sucessora de Em Família a partir do final de julho, serão quatro homossexuais: um pai de família enrustido e seu jovem amante, um cabeleireiro histriônico e um colunista de fofocas venenoso. No Twitter, o autor explicou a razão de sempre inserir personagens gays nas tramas: "sabe por que não tem índio em novela? Porque não compram porcaria nenhuma. Já gay consome pra caramba, os patrocinadores adoram isso".



Um dos personagens do folhetim será g0y: homem que se declara heterossexual, porém mantém contato físico com outros homens. Esse grupo de "héteros flexíveis" gerou inúmeras manchetes na imprensa nas últimas semanas. A discussão ganhará destaque em Falso Brilhante. Homem que beija homem é gay ou não é? Aliás, o autor, que é homossexual assumido, já declarou que sua novela não terá beijo entre homens. "Beijo gay, só na minha casa", ironizou Aguinaldo Silva.

Até pouco tempo, muitos atores temiam que o papel de gay deixasse um estigma negativo ou prejudicasse a carreira comercialmente. Com o crescimento da visibilidade homossexual, e o aumento da aceitação pelo telespectador, esse temor perdeu força. Um exemplo é Mateus Solano. Mesmo interpretando um gay vilão e afetado, o inesquecível Félix de Amor à Vida, ele foi contratado para estrelar várias campanhas publicitárias, inclusive de uma universidade e de uma operadora de telefonia.

Via: TERRA
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.