Dica de filme: Kill Your Darlings


Voltando com as dicas de filmes aqui no blog, e hoje vou escrever talvez uma das resenhas mais complicadinhas que já fiz. Não que o filme seja ruim, pelo contrário, é ótimo, mas todo o fundo histórico e cultural que se esconde por trás dele, diz tanto quanto a história em sí.

Em "Kill Your Darlings", Daniel Radcliffe interpreta o famoso poeta americano Allen Ginsberg. Década de 40 e o longa mostra a chegada do jovem até a Universidade de Columbus, Alenn logo abandona o sonho de ser um escritor quando se depara com as formas quadradas como a escrita e a poesia são ensinadas por lá. Nesse meio tempo Allen conhece Lucien Carr, brilhantemente interpretado por Dane DeHaan, um jovem misterioso e que mostra a Allen o movimento da contra cultura. Juntos e com a ajuda de mais alguns amigos os dois deram início ao movimento da contra cultura na literatura americana do século XX. 

 Mais do que baseado em fatos reais, além de simplesmente mostrar um movimento cultural [ou anti-cultural], "Kill Your Darlings" traz um drama, carregado de amor, mentiras, desejos e ambições. Lucien esconde um caso quase que doentio com o David Kammerer  personagem de Michael C. Hall, famoso por viver o protagonista da série "Dexter", já Allen se apaixona pelo amigo e aos poucos toda a monstruosidade do jovem é jogada no olhos do jovem estudante.

Com um caso de morte, o filme é cansativo para quem espera apenas um romance ou um drama gay, mas ao mesmo tempo é brilhantemente atrativo para os amantes da poesia, com falas poéticas e uma pitada dramática e reflexiva, tanto sobre a arte e a poesia em sí, como sobre as relações homossexuais e como elas eram vistas na década de 40. E por fim, presenteado com a tão comentada ceda de nudez e sexo gay do ator Daniel Radcliffe, "Kill Your Darlings" é liricamente belo e merece com louvor os prêmios que recebeu.



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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.