O dia em que comprei um "consolo"



Olá little moços.
Tem certas coisas que são essenciais na vida de um gay, entre elas uma diva, uma amiga sapatão, pouca vergonha na cara e claro, um consolo [vibrador, ou seja lá como você chama].
Se eu tivesse coragem e ousadia pra isso juro que já teria comprado um e até contaria para vocês como foi tudo, mas como não sou dessas [brinks]. Na verdade o texto abaixo é de um colega meu, editor do blog "Garoto Avesso", e nele ele conta tudinho como foi a decisão e o dia da compra do "amiguinho".
Juro que lí e adorei, tanto que estou compartilhando com vocês. Agora tira o dedo do cooh, joga o cabelo pro lado e vem ler essa gostosura com a gente.

Foi em dezembro de 2008. Meus pais e meus irmãos estavam aproveitando a praia, e eu, estagiando no Tribunal de Justiça. Ou seja, minha casa estava todinha livre, por uma semana. Resolvi aproveitar…
Antes de você pensar em (outras) besteiras, não tornei minha casa em um centro de orgias, algo do tipo. Naquela época, nem um beijo num carinha já havia dado (olha a cacofonia), muito menos dado alguma coisa.

No entanto, por um impulso absolutamente irracional, desejei comprar um dildo. Isso mesmo, um vibrador. A sensação de comprar “proibido” me acendia uma coisa internamente, fazia-me suar de ansiedade e excitação. Eu tive que ir a uma sex shop.

Procurei na lista telefônica, procurei em cada folha, achei uma que ficava próximo ao meu trabalho; logo imaginei da possibilidade do Marlon estar lá. Todos da empresa comentam que ele passa horas dentro do banheiro. Uma vez colocaram uma câmera no Box que ele sempre usava, descobriram que ele se masturbava com um vibrador inserido em seu ânus. Quem diria, um carinha tão certinho, nerd, enfim.


A loja era bastante discreta, pois o estabelecimento em si ficava nos fundos de outra loja. E a sex shop era dividida em dois setores: um setor “light” e outro “18+”. Fui, logicamente, no segundo setor.
Apenas uma pessoa era atendida por vez, ou apenas um casal ou grupo de pessoas, fiquei esperando minha vez numa sala cheia de fotos pornográficas expostas na parede. Reparei que uma câmera monitorava o recinto. Então, chegou uma moça, convidando-me a visitar o setor “light”. Pensei: “Ela acha que eu estou no lugar errado, e, para evitar que um japonês com cara de bunda leve um susto e saia correndo, ela então achou mais prudente me levar para conhecer o erotismo softcore!”

Fui lá, só para não fazer desfeita. Ela me mostrou os óleos, as essências, aqueles dadinhos picantes. Olhei tudo, e timidamente, disse que queria algo mais explícito. Voltei para a sala de espera, chateado, pois não era o que queria. Um cliente alto, corpo grande e musculoso, vestindo um terno saiu do setor hardcore com uma sacola preta. Fiquei pensando: “o que será que ele leva dentro dessa sacola com o nome esgarrafado: Prazer, amo/sou” E em seguida entrei.

Os proprietários da loja me atenderam. A mulher fazia a apresentação dos “brinquedinhos” e o marido ficava no caixa. Numa prateleira, só pintos, de todos os jeitos: com ou sem vibrador, com ou sem ventosas; grossos, finos, curtos, compridos. Mais adiante, masturbadores, e no local mais alto da loja, como um altar: uma parafernália tecnológica que simulava sexo oral. Vi o preço: R$ 399,90. “Não, obrigado. Nem se tivesse 400 reais, compraria algo assim. Vai que o troço enguiça e acontece alguma coisa com meu amiguinho lá dentro?” Sem mais!



Abaixo, bombas penianas. Muitos pensariam que eu, oriental, deveria comprar uma dessas, mas não. Além de essas coisas não funcionarem de verdade (isto é, de não aumentarem o dote), eu não preciso disso modesta parte. DVDs de todos os tipos. Fantasias clichês (empregadinha, gatinha, tiazinha), lingeries esdrúxulas. Decidi levar pra casa um consolo. Nem muito grande. Nem muito pequeno. E com vibrador de preferência. Vibrei de alegria, acredite. Coloquei a sacola preta na minha mochila e saí da loja. 
Passei numa farmácia, comprei KY e preservativo e corri pra estrear meu “presentinho”. 

Chegando em casa, tomei banho, preparei as coisas, peguei toalhas, lenços de papel e sentei. Nunca tinha comprado um vibrador, e pior, nunca sentei em um vibrador. Mas pense, é muito bom e gostoso. Claro que não substitui um pênis, mas na falta de um resolve literalmente. Usar um consolo quando dá vontade faz muito bem. Muito bem! Assim, pude conhecer melhor meu corpo, pude identificar meus limites, pude saber quais os melhores procedimentos, e havia sentido algo totalmente novo. 

Resovi, então, experimentar todas as possibilidades de prazer. Fui até o “talo”, descia e subia, fiz de tudo com esse brinquedinho. Até chipei. Tinha um gostinho de morango, gostoso. Era macio, parecia um pinto; descobri que o meu ânus tem a capacidade de suportar algo de até 26 cm. Por isso, se você ainda não tem um dildo escondido na sua gaveta, aconselho a comprar um. Depois do KY e dos preservativos, um consolo é um item erótico de extrema utilidade: serve como um dispositivo de treinamento, e serve como um consolo, de fato. 

O bom da vida é experimentar.

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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.