Primeira doutora travesti toma posse em Universidade do Ceará


A professora cearense Luma Nogueira de Andrade, primeira travesti a obter título de doutorado no País, tomou posse ontem como docente da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção. Ela vai trabalhar no Instituto de Humanidades e Letras (IHL).

Filha de agricultores analfabetos do município de Morada Nova, no Vale do Jaguaribe, Luma enfrentou desafios até chegar o dia de receber a posse da reitora da Unilab, Nilma Lino Gomes. A professora concluiu o seu doutorado em 2012 pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC). Antes de ingressar na Unilab, ela era professora da rede estadual de ensino e trabalhava como superintendente escolar da Secretaria da Educação do Estado do Ceará, no município de Russas.

“Busquei na educação formas de superar as dificuldades financeiras, sociais e, principalmente, o preconceito por ser travesti. Hoje é um dia de vitórias, conquistas e superação. É um momento simbólico de libertação e respeito aos direitos humanos. É um marco para o movimento LGBT. Assim como os negros são discriminados, nós também sofremos discriminação social”, comentou.

Via: O POVO

Claro que eu faria questão de replicar essa notícia aqui no blog, e tenho meus motivos para isso.
O primeiro é fato da Luma ser cearense, assim como eu, e o outro é o que ela mesmo disse, isso se trata de um "momento simbolico" e eu vou além ao afirmar que é um marco e um exemplo para muitas outras travestis e transexuais.

Uma sociedade que nega oportunidade de trabalho, emprego e formação para alguém, devido a sua sexualidade é realmente uma sociedade falida, e que graças ao esforço e a vontade de Luma ela conseguiu ir além e derrubar esses estigmas. Travesti não tem o destino traçado nas ruas e atrelado a prostituição.
Travesti é gente como a gente, que ama, estuda, trabalha e tem o direito de viver fazendo o que gosta.

PARABÉNS LUMA!




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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.