"Tatuagem" um filme com o cheiro da tropicália, sobre amor e liberdade

Sabe aquele filme que pra onde você olha todos estão falando sobre ele? "Tatuagem" foi um desses.
Já em exibição aqui em Fortaleza no Cinema do Centro Dragão do Mar, o filme brasileiro ao extremo merece ser visto, mas com os olhos bem abertos.

Dirigido por "Hilton Lacerda" o longa talvez tenha sido o filme mais premiado esse ano no país, cinco prêmios no Festival de Cinema do Rio e quatro no Festival de Gramado e depois de assistir as quase duas hora de filme acredito que isso se deve a um único fator, beleza e a arte sendo comentada, feita e criticada dentro da arte.



Clécio o líder de uma trupe de artistas tropicalistas de 30 e poucos anos (Irandhir) acaba se apaixonando por Fininha, um doce e jovem soldado do exército, interpretado pelo lindo, fofo e quase meu conterrâneo Jesuíta Barbosa. 
A arte naquele tempo perseguida pela ditadura, é demonstrada no filme a todo momento, são várias intervenções, shows, poesias sendo ditas aqui e acolá durante a trama. Esse excesso acaba tomando conta de boa parte do filme, e o romance em sí fica em segundo plano [um erro na minha opinião].



"Tatuagem" é lindo, uma fotografia admirável e atores que souberam fazer o show, mas a queda é exatamente na arte, na metalinguística, nesse excesso em falar da arte na arte. Não há um clímax claro, há sexo, belas cenas de sexo; Nudez, mas não barata, nesse caso ela vem carregada de críticas.

O soldadinho é talvez o que mais encanta, pela doçura, ingenuidade, algumas vezes questionada, outras apenas deixada de lado. Enfim, um filme brasileiríssimo, que poderia ter um belo romance e drama queen entre dois homens, mas enveredou por caminhos "cult's de mais".

Para quem ficou curioso, fica a dica de ir no cinema mais próximo e assistir.


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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.