Garoto de Programa revela ter feito sexo com atores da Globo e da Record


A ex-garota de programa Bruna Surfistinha tem uma versão masculina na Bahia. Alan Souza, de 31 anos, resolveu abrir para o público em geral as experiências mais marcantes que viveu atuando nas noites soteropolitanas. Em 2012, o ex-caseiro que virou profissional do sexo apostou na carreira de escritor e lançou livro independente ‘Mentiras & Farsas’, disponível para compra na Internet.

Nos últimos tempos, ele apareceu em entrevistas de sites, jornais, rádios e programas de TV de todo o território nacional. Recentemente, participou de um documentário para o programa ‘Tabu Brasil’, do National Geographic Channel. No livro, Alan descreve em detalhes as histórias da rotina como garoto de programa. O rapaz atende homens, mulheres, casais, idosos, esportistas e, claro, artistas famosos.

Ao descrever um dos clientes mais célebres que atendeu, ele dá algumas pistas. “Mulherengo, figura carimbada de uma emissora, costumava fazer personagens malhados e sempre sem camisa em cena. Fiquei com um pé atrás. Sem preconceito, mas fui logo dizendo que eu era ativo e ele, no calor do whisky, confessou que era justamente o que estava procurando. Isso foi num sábado de Carnaval aqui em Salvador, no início do ano”, garante.

Em entrevista à coluna POR TRÁS DA MÍDIA, do RD1, Alan Souza resolveu soltar a língua e dar mais detalhes com exclusividade sobre os casos com personalidades que constantemente figuram na imprensa acompanhados de belas mulheres.

Leia depois do pulo:



Por que você decidiu escrever o livro ‘Mentiras & Farsas’? 
Quanto tempo durou o processo de escrita e lançamento do livro? A minha história de vida já dava para se transformar em livro. A prostituição foi um complemento para que eu pudesse concluir esse processo, que demorou 18 meses de escrita até o lançamento. O livro é uma maneira de fazer as pessoas pensarem dez vezes antes de ignorar conselho dos pais, estudar, e colocar a mochila nas costas querendo ganhar o mundo e achando que é tão simples assim.

Na narrativa, você relata um caso de um ator famoso que já foi o seu cliente. Pode dar uma pista de quem seja? 
Verdade. O programa foi feito em um sábado de Carnaval. Um amigo me ligou dizendo que tinha um cliente para mim. Quando eu cheguei, era esse ator, que tem a maior fama de mulherengo. Nunca ia imaginar! Avisei que eu era ativo e ele me respondeu que era justamente o que procurava. Esse ator costumava interpretar personagens tipo sarado e que dificilmente usava camisa em cena.

Ele é da Globo? 
Sim. Mas, depois dele, também já atendi atores na Record.

Você já se envolveu com outros artistas famosos, além dos atores? 
Pode contar algum outro caso? Sim, me envolvi. Um dos meus clientes é jogador de futebol no Esporte Clube Bahia. Aliás, ainda bem que sou Vitória! [risos] Também já atendi um casal conhecido na mídia, entre outras pessoas.

Dizem que no Carnaval de Salvador muitos galãs “se transformam” e procuram garotos de programa para satisfazer os seus desejos mais ocultos. Isso é verdade? 
Conhece alguma história inusitada? Atendo mais clientes famosos no período do Carnaval. Eles, junto com amigos anônimos, alugam casas em um condômino fechado lá em Vilas do Atlântico [Região no município de Lauro de Freitas, na Bahia] para conseguirem privacidade e contratarem nossos serviços. Ali, a putaria [sic] rola e a esposa não fica sabendo, porque muitos deles são casados.

Você se inspirou no sucesso que Bruna Surfistinha conseguiu no Brasil para escrever o seu livro? 
Só tive conhecimento do livro de Bruna quando estava terminando de escrever o meu. Bruna foi a precursora ao criar blog onde relata suas histórias com clientes e isso facilitou muito para nós que trabalhamos nessa área. Agora, quem quer ler esse tipo de blog já tem uma noção do que vai encontrar.

Você já apareceu em diversos veículos de comunicação e recentemente participou de um documentário no National Geographic. Qual é a sua intenção com essa exposição na mídia? 
Minha intenção é quebrar esse tabu em relação à prostituição masculina. Fala-se muito de prostituição feminina e quase não dão espaço para os garotos de programa mostrar o outro lado. Quero diminuir esse preconceito em achar que nós somos apenas corpos sarados. Somos muito além disso. Ser diferente é fazer a diferença. Muitos me criticam, mas não leram meu livro e não sabem das minhas ações sociais. Ajudo o hospitais de câncer e uma ONG que cuida de animais resgatados nas ruas. Sempre vou ler críticas, sejam elas construtivas ou não. Mas, antes de um indivíduo me criticar, que ele aponte o dedo para o espelho.

O número de clientes aumentou por causa disso? 
As pessoas têm curiosidade em ver de perto a pessoa que aparece na televisão. No meu caso, querem ver como é meu ‘Lilico’ [pênis].

Por falar no seu ‘Lilico’ [risos], no seu blog, diferentemente das páginas de outros garotos, o leitor não encontra nenhuma foto sua pelado. Por que você se preserva tanto? 
Não gosto de seguir padrões. Penso que a curiosidade em saber o que esconde dentro do short aguça a fantasia e aflora a imaginação.

Aceitaria posar pelado? E fazer filme erótico? 
Se o cachê for convincente, posaria de boa. Já filme erótico… tudo tem limite!

Já se relacionou afetivamente com homens, sem envolver dinheiro? 
Nunca me envolvi com homens fora do meu trabalho, mesmo porque nunca tive vontade. Mas se um dia a vontade bater, ficaria numa boa.

Você se considera heterossexual, homossexual ou bissexual? 
Considero-me bissexual.

Qual foi a fantasia mais inusitada que você realizou para um cliente? 
Constantemente realizo fantasias diferentes. A mais inusitada foi de uma cliente que me pediu para atendê-la vestido como o Sérgio Mallandro. Ela pediu para que eu chegasse na suíte do motel zoando e tudo: “Rá, rá, rá! Não disse que vinha minha, Teteia! Serginho vai fazer Glu-glu e depois Ié-ié!”. E assim foi [risos].

O que você não faria na cama? 
Coisas nojentas.

Por que você entrou na prostituição? 
Foi por acaso. Na época, final do ano de 2007, estava sem emprego e sem moradia. Li um anúncio no jornal dizendo que precisava de caseiro. Sem perder tempo, fui para a tal casa, que era um prostíbulo. Passei na entrevista e fui recrutado para serviços em geral. Meses depois, já estava atendendo como garoto de programa.

E a sua família? O que pensa sobre isso? 
Minha família paterna, que mora no Rio de Janeiro, sabe dessa minha atividade. Não incentivam e nem me criticam, porque conhecem como ninguém o meu caráter. Já a família materna, do interior da Bahia, não contei. São pessoas de pensamentos retrógrados e que não têm a cultura de discernir marginalidade e prostituição. Quando achar que é a hora de falar, sentarei com eles e explicarei de maneira mais do que entendida.

E suas filhas sabem também? Se não, pretende contar para elas um dia? 
Fui pai aos 19 anos e minhas filhas ainda não sabem. São pré-adolescentes, inteligentes e gostam de ler. Certamente, serão esclarecidas e terão uma boa cabeça. Lutarei para que elas sigam um caminho bem diferente do pai.

Você pensa em deixar a vida de garoto de programa? Pensa em seguir outra carreira? 
Estou próximo de deixar essa vida seguir carreira como escritor, empreendedor mobiliário e produtor musical. Sei que não é fácil, mas preciso mostrar para mim mesmo meus talentos em outras áreas.

Como as pessoas podem adquirir o seu livro fora da Bahia? É possível? 
Através dos meus contatos que estão no meu blog. Para quem mora fora de Salvador, meu livro chega no endereço em até quatro dias úteis.

Via: Bananas Is My Busines
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.