Em Gabi Quase Proibida: Nany People diz que houve "emburrecimento da classe gay"

Se existem alguém que pode falar alguma coisa com propriedade sobre a classe gay, essa pessoa é a Nany People. Não é a toa que ela se tornou um ícone gay, e não apenas para os gays, Nany conquistou seu lugar no mundo, sendo ele "colorido" ou não.

Durante entrevista ao programa "Gabi Quase Proibida" Nany fez um declaração no mínimo interessante: "Sou de uma geração em que ser gay era sinônimo de intelectualidade. Houve um emburrecimento dessa classe", disse. 
A afirmação de tão profunda que é [talvez] merece até uma reflexão leve, e claro, um belo questionamento.


Euzinho, editor dessa delícia de blog nasci em 89, o que implica que sobre a vida eu sei pouca coisa, mas talvez o suficiente para ter algumas certeza, e uma delas é a de que Nany está certíssima no que falou. A cena gay de duas ou três décadas atrás podia não ter metade dos direitos que nós temos hoje, mas uma coisa era certa: eles sabiam como lutar por isso.

A primeira reflexão é sobre o que chamamos de "Parada Gay" e que reza lenda seria um manifesto, uma forma de pedir direitos iguais. Acredito que para lutar por direitos não preciso ficar nú em um trio-elétrico. Parada Gay é bacana, mas parem de dar um tom político a ela, porque isso já se perdeu faz tempo.

Outro questionamento é sobre o que nós tornamos. A comunidade gay era um grupo de cultura e  identidade próprias, mas que com o tempo foi tentando se parecer mais com o jeito "hétero" de ser. Os gays pensam diferente, amam diferente e isso é incontestável. 

E por último a pedra sobre o "emburrecimento gay" ~ num grupo de minoria deveria haver um pensamento mútuo, um união por uma luta em comum, e claro que isso não existe. Somos a cada dia mais individualistas, queremos individualmente brilhar, um mais do que os outros. Podem me jogar pedras mas os gays [em sua maioria] são fúteis, são capitalistas e são cruéis com eles mesmos ~ talvez mais do que o resto do mundo.


Share on Google Plus

Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.