A trajetória de um gay no mundo do alcoolismo


 Quem nunca bebeu, talvez um dia beberá. O álcool acima de tudo tem uma função social de suma importância, seja para afogar as mágoas, esquecer os problemas, criar coragem pra chegar naquele boy boca.de.se.fuder, ou só pra se colocar mesmo, pra dar close, dar pinta, se rasgar na boate, e mandar todo mundo ir tomar no cooh.

Uma grande verdade é que nesse universo de bebidas há uma pirâmide de evolução, onde cada bebida pode dizer muito sobre a fase de vida da gay, sobre seu comportamento, e sobre suas características comportamentais.

Depois de algumas longas entrevistas com as mais variadas classes de bilús do submundo das boates, consegui finalmente traçar um perfil evolucional e comportamental de cada bescha, baseado no que elas bebem. Vamos ao ranking:

Smirnoff Ice: Essa é a bebida das beschas iniciantes, aquelas que começaram agora a andar na noite, ainda verdes, meio pêssegas e puras. Há quem diga que “ice” não embebeda, mas embebeda sim, principalmente uma pequena gay que não é dada ainda aos prazeres do álcool. Tudo bem que a bebida é fraca, mas carrega um leve status, já que não é das mais baratas na carta.
Caipirinha: Sem dúvidas essa é a segunda na linha de evolução. Depois do “ice” a bixinha se aventura na linda e doce caipirinha. É deliciosa, você mesmo pode dosar, gritando pro bar-man se quer mais forte ou mais fraca. Muito apreciada pelos gringos, a caipirinha é como o feijão com o arroz. As massas gostam de tomar. Bescha que só bebe esse drink já são frequentadoras da night, mas ainda tem muito a aprender sobre a vida. Quase sempre depois da caipirinha vem a caipiroska, mas não muda muita coisa.

Cerveja: A paixão brasileira. Gays acima dos 23 quase sempre tomam uma cervejinha. Muito apreciada pelos ativos, a cerveja é uma bebida que requer cuidados, ela te faz criar uma barriguinha. Gay que abre a boca pra dizer que gosta de cerveja é quase sempre uma bicha já experiente, simples, agradável e que gosta de fazer amigos. Atenção na maneira com a bescha segura o copo de cerveja, se for com a pontas dos dedos tendem a ser passivas, se for com a mão toda quase sempre são ativos, e com pegada.

Vodka e Tequila: Pra mim essas duas são muito tendenciosas. Bichas recém-paridas não se atrevem a tomar essas duas ai, porque sabem que são perigosas,e não agradam ao paladar. Na verdade, quando a gay toma vodka ou tequila a intenção é apenas uma: se colocar o mais rápido possível. Beschas hipsters e mais alternativas são adeptas dessas duas bebidas, mas ainda há muito a se pesquisar sobre isso. Já podemos dizer que consumidoras de vodka e tequila estão sim, com um pezinho no alcoolismo. A vodka tem uma especificidade, graças às marcas caras, com garrafas que custam até um salário mínimo; a bebida pode de dar status, mas pra isso, só vale se tiver com a garrafa do lado, pra todo mundo ver.


Vinho: Olha, viado não bebe vinho na balada(só no esquenta), até porque dificilmente se vende vinho em boate. Bebida muito apreciada por beschas alternativíssimas, do tipo que fazem jornalismo, ou são metidas com causas sociais. Claro, há uma outra classe de vinhos, os vinhos finos, mas esses ficam para as mariconas ricas, degustadoras, e que claro, adoram uma piroca grande e grossa. Vinho não é pra qualquer uma, até porque a ressaca é uó, uma dor de cabeça infernal, além do que, um vinho tinto docinho te pega de jeito e você nem percebe.

Whisky: Coisa de hétero. Viado que é viado não é muito fã de whisky, e quando bebe é pra se mostrar. Claro, tem aquele boy, comedor de gay, que adora se exibir com uma garrafa cara; e claro mais uma vez as mariconas ricas que não deixam faltar seu whiskyzinho no bar. Mas essa aí já é bebida pra bescha alcoólatra mesmo.

As outras: dentre as demais bebidas e drinks não temos muito o que falar. Não definem muito das gays. Eu por exemplo já passei da fase da cerveja, mas por enquanto tenho me agarrado a uma linda garrafa de Martini, uma bebida doce, gostosa e que ainda te deixa dar um close.

No mais, quero ouvir a opinião de vocês: O que você andam bebendo? E como isso te define?
Share on Google Plus

Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.