Professor da Federal do Ceará diz que união homossexual pode acabar com o dia das mães


Quando você pensa que o ser humano não consegue mais atingir níveis estremos de ignorância  vem alguém e se supera nisso. Nesse caso o dono da vez é um professor de hermenêutica Jurídica da Universidade Federal do Ceará, e que conseguiu despertar em mim um sentimento único:  A VERGONHA ALHEIA

Em um texto publicado no site da instituição, o professor Dr. Glauco Barreira diz que a aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo é um prelúdio do fim da família (maternidade e paternidade), ele compara ainda a atitude do Supremo Tribunal Federal de determinar aos cartórios a celebração do casamento homo, com um golpe militar, citando Hitler e Getúlio Vargas. 

 Não bastasse as comparações esdrúxulas, ele cita ainda que o fato de a decisão do STF ter acontecido no mês de maio (mês das mães) foi um aviso prévio de que talvez a próxima medida do STF seja acabar com o dia das mães, já que segundo Dr. Glauco é uma questão de tempo até esse conceito ser considerado ultrapassado.

É admirável ver esse tipo de opinião pobre e sem argumentos sólidos ser disseminada no portal de uma das maiores universidades do país. O texto que chegou as minhas mãos na manhã de hoje, 23 de maio, já está repercutindo nas redes sociais e causando vergonha a boa parte dos alunos da instituição (inclusive ex-alunos do professor citado).

Para quem quiser ler o texto na íntegra, ele segue logo abaixo ~ boa sorte:

Conselho Nacional de Justiça (CNJ), "Casamento" homossexual e o fim da democracia

Depois de Hitler ter resolvido o problema da inflação e do desemprego na Alemanha, ganhou uma adesão entusiástica do povo alemão. Isso permitiu que ele, sentindo-se divino, tomasse medidas cada vez mais autoritárias, desrespeitando os limites do sistema democrático e parlamentar. Getúlio Vargas fez o mesmo após se tornar o campeão dos direitos trabalhistas. Valendo-se de sua popularidade, implantou o Estado Novo. Os militares em 64 foram vistos como heróis por intervirem para resolver a crise institucional por que passava o Brasil. Depois da revolução, porém, não cumpriram a promessa de redemocratizar o país.

Agora, enfrentamos uma situação parecida. O STF (Joaquim Barbosa em particular) ganhou a fama de "justiceiro" ao condenar os implicados no mensalão, o que todos aplaudimos. No entanto, a continuidade disso é um golpe de Estado em andamento, pois o CNJ (presidido por Joaquim Barbosa), contrariamente à Constituição, determinou que os cartórios celebrassem casamento homossexual. Como, entretanto, um orgão de fiscalização pode legislar? Onde estão as noções de vontade geral, soberania parlamentar e legitimidade democrática?

O brasileiro perdeu a familiaridade com a educação democrática, assim como a faculdade de indignar-se contra o autoritarismo. Antes, nós protestávamos contra a existência do "decreto-lei" durante o regime militar, mas, agora, temos medidas provisórias em maior quantidade. Do ponto de vista principiológico, a ousadia do STF e do CNJ representa uma ameaça mais ostensiva à democracia do que certos atos camuflados do governo militar.

Não adianta dizer que o STF e o CNJ estão "legislando" por causa da omissão do Congresso Nacional. A omissão do Congresso é uma manifestação de vontade, no caso, da vontade de manter a legislação vigente, que não contempla o casamento homossexual. A omissão do Congresso é o reflexo da vontade popular, que não deseja mudar o conceito de família.

Os cartórios devem se manifestar contra tal decisão, devem recusar cumpri-la. As igrejas e os cidadãos devem protestar e resistir. Não chamo isso de "desobediência civil", pois o ato não é contra a lei e a Constituição, mas, sim, a favor da lei, da Constituição e da democracia. Chamo isso de resistência ao autoritarismo e ao golpe de Estado.

Algumas mães querem o direito de matar os filhos no ventre, onde deveriam protegê-los, e o STF (com o CNJ) quer o direito de sacrificar a Constituição de que deveria ser guardião!

Foi em um mês das mães (maio) que o STF equiparou a união homossexual à união estável. Novamente, em um mês das mães (maio), o CNJ determina a celebração do casamento homossexual. Talvez, o próximo passo seja acabar com o dia das mães, pois esse conceito ("mãe") logo estará ultrapassado. Essa "coincidência" é para que cada um caia em si e veja que a família (maternidade, paternidade, etc) está sendo destruída.

Deus salve a família!

Dr. Glauco Barreira Magalhães Filho Professor de Hermenêutica Jurídica da UFC
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.