Projeto de bancada evangélica propõe legalizar 'cura gay'


Eu sempre achei o combo religião + política, algo tão perigoso e irracional quanto uma travestchi armada e drogada - nunca se meta com uma dessas.
E para comprovar que eu estou certo em minhas opiniões - repito, MINHAS OPINIÕES, então se você não concorda, nem leia essa putaria - a bancada evangélica veio com uma proposta que prevê a legalização da cura gay.

Quem é esperta e foi alfabetizada em duas linguás, assim como eu e a Sacha, deve saber que a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença desde 1990, e no Brasil existem dois artigos instituídos em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia que proíbem a emissão de opiniões públicas ou o tratamento da homossexualidade como um transtorno.

Mas segundo o deputado federal João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara, o conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional", e para tanto ele criou uma proposta de lei para permitir que a homossexualidade seja tratada como transtorno.

A notícia da proposta deixou muita gente louco do padê - e com toda razão - tanto que o deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ), publicou em seu site um artigo criticando as pretensões de João Campos. "O argumento de que a homossexualidade pode ser 'curada' é tão absurdo como seria dizer que a heterossexualidade pode ser 'curada' e é usado sem qualquer tipo de embasamento teórico ou científico e sempre por fanáticos religiosos que tem com o objetivo confundir a população com suas charlatanices", escreveu Wyllys.

Mas não para por ai, para o presidente do órgão, Humberto Verona, o tal projeto apresenta apenas normas éticas para combater "uma intolerância histórica". "[Ninguém diz] 'cansei de ser hétero, vim aqui me transformar'", completa Verona.



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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.