Coisas de Natal


Se você é igual a mim, e adora esse espírito natalino, vem bem aqui e bate palmas. PÁ!
Essa é uma época de muita sedução, amor, falsidade e capitalismo. Por isso resolvi descrever em detalhes alguns momentos deliciosos que acontecem na vida das gays nesse período onde a fraternidade reina em nossos corações – aliás, em quem ainda tem coração, porque o meu...

As compras: se junta aquele monte de bee e vão tudo no shopping comprar. Já aviso que todas sabem que entrar na Levi’s, experimentar trocentas calças e no final dizer que não gostou de nenhuma é um truque old e que apenas revela seu status social: bescha pobre.

No final das contas vão todas parar na C&A katiando com aqueles vendedores que são mais molhe do que mamãe – pensa numa loja pra ter fiaton - e as compras se resumem ao de sempre, uma calça skinny que rascha os ovos, deixando a gata com um fake de priquito inchado, e uma feto look que apenas fortalece a exibição dos seus músculos adquiridos com muita malhação, e creatina. As pernas finas de seriema que é bom; ninguém comenta.

Momento PUTA QUE PARIU: Você jura que vai fechar, causar e lacrar, afinal, na data em que se comemora o dia do nascimento de G.zuz, a única coisa que você quer é beber, causar, chupar rola e dar o cooh na buatchi, mas ai vem a sua mãe e lembra que vai ter ceia na casa da sua vó. FUDEU FOI TUDO! E lá vai a gatan toda pheminina pagando de hétera para a família.

TÁ BOUA!!!!

Constrangimento Natalício: Você entra linda, bunita, e se segurando pra não rebolar e nem dar pinta – o que é quase impossível, exceto se você ficar parado sem andar, falar e nem respirar, e olha, as vezes piscar o olho também pode entregar a sua homossexualidatchi – mas nada disso vale a pena, . Primeiro chegam aquele monte de tias de meia idade, apertando, abraçando, e dizendo “Nossa meu filho, como você tá forte, bonito”, e nem precisa ser a Jeam Gray pra saber que na cabeça delas só se passa a seguinte pergunta “Esse menino é gay? Olha essa roupa dele? Tão bonito, bem parecido, mas nunca aparece com uma namorada.”

Mas pra fiaton, todo constrangimento é pouco, daí vem aquele tio gordo e pentelho perguntar “E as gatas meu filho, cadê?” – adoro esses momentos – e como já é esperado, você dá aquele sorrido amarelo, olhas pro lado e diz “Não tio, não quero saber de namorar não, tô me focando nos estudos e no trabalho – desde quando tão chamando rola de trabalho e estudos?

TÔ PHEMININA???
Tudo pode melhorar: Calma, nem só de constrangimentos familiares se faz o natal. Tudo melhora, basta aquela sua prima sapatona chegar, e finalmente vossa senhoria encontra alguém pra se “confraternizar”, mas peraê bilú que ainda tem mais. Você está ali, sentado no sofá quando escuta aquela voz máscula, grossa, e aquele perfume de homem: SEU PRIMO GOSTOSO, COMEDOR DE XOXOTA FINALMENTE CHEGOU!

Poderia estender esse relato por horas, comentando desde o encontro da gay com o primo gostoso – que na adolescência tirou o seu cabaço – passando pelo amigo secreto, onde você se mata dando aquele agradinho cult para o seu “amigo” e no final vai pra casa com uma camisa pólo da Riachuelo debaixo do braço.

Aliás, casa é o caralho, depois de fazer a social entre os familiares, a primeira coisa que a gay faz é pegar o celular, ligar pras amigas e gritar “BESCHA VEM ME BUSCAR! Daí pra frente o destino vocês já sabem né? Todas louvando o nascimento do filho de Dells no dance.floor, com muita esfregação de piroca, glamour e coisas que xocariam a sociedade cristã.
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.