Madonna: de influenciadora a influenciada?


via @adrianbrasil

Foi só a música nova da Madonna vazar (insira uma jogada de marketing aqui) para o baratismo e as acusações de plágio começarem. Madge ficou famosa justamente criar tendências em vez de segui-las, mas a nova faixa “Give You All My Love” mais parece um mashup de “Beat Of My Drum” (excelente faixa de estréia da carreira solo da ex Girls Aloud Nicola Roberts) com “Hello” (pareceria entre Martin Solveig e banda canadense Dragonette), ou seja duas músicas de muito sucesso em 2011.



“Give You All My Love” é um drum and bass (escute “Sambassim”, da Fernanda Porto e “Tem Que Valer” do Kaleidoscópio para entender) com uma vibe “animadora de torcida americana”, com direito à gata soletrando palavras e fazendo gritos de guerra, feito uma adolescente.

Basta uma pesquisada para perceber que a temática cheerleader não tem nada de nova. De cabeça já consigo lembrar de “Hollaback Girl” da Gwen Stefani, “The Best Dam Thing" da Avril Lavigne, “Hey Mickey” da caricatíssima Toni Brasil e, principalmente, de Glee, que tem isso como um dos seus temas centrais. Estaria a rainha seguindo a moda vigente em vez de criar sua própria moda?

Nunca o público se preocupou tanto e protestou tanto contra cópias. Elas sempre existiram na música, com a diferença de que não havia internet (ou havia, mas não era tão acessível como hoje), nem Youtube (para que todos pudessem ver e tirar suas próprias conclusões) e nem Facebook / Twitter (para compartilhar a revolta, como é feito quando a Beyoncé e a Lady Gaga plagiam algo, e aliás, plagio é tendência mundial).

Ainda não sei se gosto da música, prefiro esperar pela versão final com os featurings de M.I.A. e Nicki Minaj (escolha de 10 entre 10 músicos que estão precisando de uma parceria para retomar a carreira), que será lançada com as três cantando juntas durante o Super Bowl (final do campeonato de futebol americano e evento mais importante da TV americana) em fevereiro.



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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.