Casamento Civil Igualitário

Recebi a indicação pelo twitter, do site "Casamento Civil Igualitário" e achei a página pura sedução.
Além de muitas notícias, informações e opiniões de vários famosos favoráveis a união civil de pessoas do mesmo sexo, a home reúne algumas das perguntas mais comuns que costumamos ouvir quando se toca no assunto, mas não para por ai. O site dá a resposta para cada um desses questionamentos e mostra que todos tem o direito de serem felizes e que lei e religião são coisas que não devem se misturar.

Sinceramente, acho que todos vocês deveriam dar um pulo por lá, pra conhecer a página e abrir a mente sobre esse assunto. De quebra tô jogando aqui 4 perguntas encontradas no "Casamento Civil Igualitário" e a devida resposta para cada uma.


— “A finalidade do casamento é a procriação”.

Falso. Se assim fosse, o casamento deveria ser proibido às pessoas estéreis, aos anciãos e às mulheres depois da menopausa. Seria necessário se instaurar um exame de fertilidade prévio e cada casal deveria jurar que vai procriar, sob pena de nulidade se não assim não fizer num certo prazo. Por outro lado, muitos casais de lésbicas recorrem a métodos de fertilização assistida e tem muitos gays com filhos, naturais ou adotivos. Mas a finalidade do casamento é outra: as pessoas se casam porque se amam, têm um projeto de vida em comum e querem receber a proteção da lei. Algumas pessoas casam e nunca procriam, porque não podem ou não querem, enquanto outras têm vários filhos sem casar nunca.

— “A legalização do casamento gay vai destruir a família”.

Falso. A legalização do casamento gay vai incluir milhares de famílias que hoje estão excluídas. Essas famílias vão receber a proteção do Estado e o reconhecimento jurídico — e também simbólico — de uma instituição que, além de assegurar uma séria de direitos civis, sociais e econômicos fundamentais, tem efeitos ordenadores em nossa cultura. A Constituição brasileira deixa em claro que a finalidade do casamento civil é a proteção da família. E essa proteção e o direito de todas as pessoas a contrair matrimônio são reconhecidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 16), pela Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (art. VI), pelo Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (art. 23), pela Convenção Americana sobre direitos humanos (art. 17) e pelo Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (art. 10), de modo que a proibição do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo é uma violação ao direito humano a contrair matrimônio e ao direito humano a receber a proteção estatal para a família. Existem milhares de famílias formadas a partir da união de dois homens ou de duas mulheres, que não estão recebendo a proteção que o Estado é obrigado a garantir. A partir da legalização do casamento gay, essas famílias serão incluídas, sem que isso prejudique de forma alguma as famílias formadas a partir da união de homem e mulher. Muitos ganham, mas ninguém perde.

— “A Bíblia diz: ‘Não te deitarás com homem como com mulher, isso é abominação’”.

Certo; Levítico 18:22. Entretanto, nesse mesmo texto, também diz: não farás a barba, não cortarás o cabelo, não usarás roupas que misturem fios diferentes, não plantarás sementes distintas na mesma horta, não comerás mariscos etc. Do ponto de vista do Levítico, se fizermos uma leitura literal, as relações sexuais entre dois homens são tão “abomináveis” como as empadas de camarão e os cabeleireiros. No mesmo capítulo, a Bíblia aprova a escravidão e diz que os adúlteros e os filhos rebeldes merecem a morte, e que as mulheres, depois de terem filhos, são imundas. No início do texto em que essa frase sobre “deitar-se com homem como com mulher” está incluída, a Bíblia ordena e regulamenta os sacrifícios de animais, por exemplo, cordeiros e pombas, cujo sangue deve ser usado em rituais de expiação dos pecados. No entanto, de tudo o que esse capítulo da Bíblia diz, os fundamentalistas cristãos apenas se lembram dessa frase: “Não te deitarás com homem como com mulher, isso é abominação” e esquecem o resto. O Levítico — livro proibido durante a Inquisição, considerado pela Igreja católica “a lei morta de Moisés” — era um código de conduta dos judeus anteriores a Cristo, que servia para diferenciar seus ritos e costumes dos que eram praticados por outros povos daquela época. Alguns judeus ortodoxos ainda seguem muitas regras desse código de conduta quase ao pé da letra. No entanto, a proibição de “deitar-se com homem como com mulher” não tinha nada a ver com a homossexualidade, que, como já dissemos, não era uma categoria daquela cultura, mas com a pureza das práticas rituais e com a conservação do sêmen, que devia ser usado para a procriação. A palavra “abominação” também não significava uma coisa má. As edições contemporâneas da Bíblia traduzem assim o termo hebraico “toevá”, que designava uma prática não habitual, impura, mas não implicava um juízo moral. Cortar o cabelo não era imoral, mas violava os costumes dos judeus da época, da mesma maneira que o sexo entre homens. Essa e outras passagens da Bíblia são distorcidas pelos fundamentalistas — que nada sabem de teologia ou de história — para justificar seus preconceitos irracionais contra gays e lésbicas.

— “A homossexualidade não é natural”.

Falso. Se ao longo da história, em todas as épocas e em todas as culturas, houve sempre uma proporção mais ou menos estável de pessoas homossexuais, e se a homossexualidade também existe em muitas espécies animais, é claro que ela também faz parte da natureza. Quando um homem se apaixona ou se sente atraído por outro homem, ou quando isso acontece entre duas mulheres, é porque essa é a inclinação natural que eles têm. Não é uma escolha, como algumas pessoas pensam (Você é heterossexual? Quando escolheu sê-lo? Alguma vez considerou a outra possibilidade e “decidiu” se gostaria de homens ou de mulheres ou, simplesmente, sempre gostou do que gosta? Pois é, foi assim mesmo para nós!).

Gostaram de ver algumas das dúvidas e dos argumentos dos homofóbicos sendo jogados no lixo??? Olha, acredito que todos os gays e lésbicas precisam saber de seus direitos, defender isso e fazer o possível pra não deixar que alguém pise neles, ou lhes roube isso. Acho que o primeiro passo é esse: APRENDER!

REPITO: A ORIGAM DO PRE.CONCEITO É A FALTA DE INFORMAÇÃO
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Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.