Um Tapinha Não Dói

Na última edição da Revista Júnior rolou uma matéria intitulada "Dormindo com o Inimigo" que falava de moços que foram agredidos por namorados ou ficantes, e no texto haviam três historias de rapazes que sofreram isso das mais diversas formas.

No post de hoje vamos no prender a apenas uma delas, a história do Fernanado, que encontrou um carinha bacana, começaram a namorar, dividir apartamento e anos depois ... aquele que era o namorado perdeu a cabeça e numa discussão simplesmente o agrediu. Claro, nosso personagem terminou o namoro, mas nada que alguns pedidos de desculpas e um pouco de tempo não fizessem com que ele mudasse de ideia e voltasse ao braços do seu agressor amor.
Bem, a historia poderia acabar por ai, mas infelizmente as agressões se repetiram por mais duas vezes, e junto a elas vieram mais duas separações, e por mais incrível que pareça, hoje eles continuam juntos.
Fernando perdoou o seu "amado" nas três vezes em que foi agredido por ele, e declarou na matéria que foi agredido, apanhou, perdoou e não se arrepende, segundo ele, vão conseguir superar isso juntos.

Confesso que nunca fui agredido por homem algum, e ainda hoje acho que se levasse um tapa de um jamais o perdoaria por isso, talvez seja tudo fruto do meu orgulho absoluto, mas não consigo entender o que leva alguém a apanhar e mesmo assim não se desgrudar das fontes de dor. É como ser esfaqueado e dormir agarrado com a faca. Isso não faz sentido. 
Conheço pessoas que já passaram por isso, e o argumento costuma ser esse "quem ama perdoa", e eu língua afiada que sou, rebato com um simples "quem ama, não bate".
Não quero entender a mente de quem se sente confortavel tendo uma vida repleta de "amor" e "tapas", sempre achei a violencia algo imbécil, seja entre homens, mulheres, contras animais ou o que for.

Acho que não perdoaria namorado algum se ele ousasse me agredir, e aqui fica a pergunta:


Share on Google Plus

Editor Blog Para Mocinhos

Thiago Silva - Estudante de jornalismo, 20 e poucos anos, curioso e extremamente gay além de editor e criador do Blog Para Mocinhos. Nos ouvidos um bom eletro pop e um pouco de indie rock, nos olhos um filme qualquer e uma boa companhia, e no coração alguma coisa que nem eu sei o que é ainda.